Formação e ética
Nos últimos tempos, as mais variadas federações desportivas internacionais têm apelado ao fair-play e ao respeito, chegando mesmo a impor às equipas participantes nas provas que organizam a utilização nos seus equipamentos dessas palavras.
Nas competições internas, temos constatado que, lamentavelmente, essas palavras não fazem parte do léxico geral de treinadores nem de dirigentes.
Na verdade, o despudor de alguns agentes desportivos vai ao ponto de, no final de um jogo de iniciados, terem convidado atletas de "Os Belenenses" para se transferirem para os seus clubes. Outros há que, utilizando a sua profissão extra desportiva, “metralham” constantemente os nossos atletas em virtude de frequentarem o mesmo estabelecimento de ensino. A isto acrescem os constantes telefonemas que lhes fazem para eles e para os seus pais.
Perante estes factos, que são do domínio público, deixamos aqui algumas questões.
Qual é a posição da FAP sobre este assédio?
Valerá a pena competir em todos os escalões tal como exige o protocolo celebrado entre a FAP e os clubes?
Quem não cumpre o protocolado é penalizado?
O que a seguir se transcreve consta no Documento Orientador, emitido pela FAP, para a época 2010/2011
“Na época de 2010/2011, os clubes que integram os Campeonatos Nacionais de Seniores Masculinos terão de ter a participar nas Competições Nacionais duas equipas dos escalões de formação sequenciadas, mais uma, no total de três.”
Esta decisão legítima da Federação vai trazer custos aumentados à formação do Clube. Mas será compensador formar sem os clubes formadores terem qualquer tipo de protecção?
Nós formamos não para sermos vítimas da rapina mas para projectar os atletas na alta competição.
Exemplo claro desta política é a actual equipa de seniores do Clube.

